Dia da Proclamação da República 2017

Cerimônia comemoração da Proclamação da República
Senado Federal / CC-by
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Datas da Dia da Proclamação da República

O Dia da Proclamação da República está previsto para as seguintes datas:

  • quarta-feira 15 novembro 2017
  • quinta-feira 15 novembro 2018
  • sexta-feira 15 novembro 2019

A data é fixa e será sempre celebrada no dia 15 de novembro.

Dia da Proclamação da República

No dia 15 de novembro, feriado nacional, comemora-se no Brasil o Dia da Proclamação da República. A celebração é uma referência ao episódio que ocorreu no Rio de Janeiro, então capital brasileira, no ano de 1889. A proclamação da república deu fim à monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e também ao reinado do imperador Dom Pedro II.

O movimento republicano foi um golpe militar liderado pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que contou com o apoio de políticos e intelectuais. No mesmo dia, foi criado o “Governo Provisório”, e tinha Marechal Deodoro como seu presidente da república, e o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente.

Embora tenha tomado forma de um golpe de Estado, a Proclamação da República foi resultado de um longo processo iniciado na década de 1850 e acelerado a partir dos anos 1870, traduzindo um descontentamento generalizado.

Em linhas gerais, o movimento republicano foi uma consequência do descontentamento de diversas classes com a monarquia brasileira, que durou entre 1822 e 1889. O Império havia perdido seu prestígio principalmente entre a elite agrária, insatisfeita com as perdas relativas à Lei Áurea, e também junto à classe média, aos profissionais liberais, à igreja católica e aos militares. Entretanto, embora a insatisfação fosse grande, o movimento republicano não dispunha de grande apoio da sociedade da época. Prova disso é que, entre os deputados eleitos em 1889, e que tomariam posse dia 20 de novembro, apenas dois eram republicanos.

O acontecimento

O golpe aconteceu em decorrência, principalmente, de boatos que levaram o marechal Deodoro da Fonseca, militar respeitado de alta patente e amigo de D. Pedro II, a liderar a ação militar. Primeiramente, criou-se o boato de que o Império teria mandado prender o marechal e Benjamin Constant, um dos líderes do movimento republicano, e o próprio marechal. O segundo foi a notícia de que Gaspar Silveira Martins, inimigo político e pessoal do marechal Deodoro, seria o novo primeiro-ministro; o boato de que o Exército seria enfraquecido e dissolvido também pesou na decisão do marechal Deodoro para que liderasse o movimento republicano com suas tropas.

Ao chegar ao Paço Imperial, os republicanos depuseram o primeiro-ministro, o visconde de Ouro Preto. Esse teria ordenado ao marechal Floriano Peixoto, responsável pela segurança do Paço, que impedisse o motim. O marechal negou-se a impedir a ação e, juntando-se ao movimento republicano, deteve o primeiro-ministro.

Na tarde daquele dia 15, a proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil foi declarada sem votação na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na presença de republicanos e vereadores. Uma carta endereçada ao imperador informando-o de sua destituição foi assinada pelo marechal Deodoro da Fonseca. Ao tomar conhecimento do evento e da participação de Deodoro da Fonseca, o imperador, que se encontrava em Petrópolis, não ofereceu resistência.

O primeiro hino nacional foi a Marselhesa, cópia do hino francês, e a primeira bandeira republicana foi uma réplica verde-amarela da bandeira americana.

O texto da proclamação da República foi para as gráficas dos jornais e a notícia da mudança de regime político chegou ao público somente no dia seguinte, dia 16 de novembro de 1889.

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