Imigração Japonesa 2017

Obra em homenagem a imigração japonesa, Tomie Ohtake, Santos.
© konichiuai.wordpress.com
Foto: Tatiana Travisani

Datas da Dia da Imigração Japonesa

O Dia da Imigração Japonesa está previsto para as seguintes datas:

  • domingo 18 junho 2017
  • segunda-feira 18 junho 2018
  • terça-feira 18 junho 2019

A data é fixa e será sempre celebrada no dia 18 de junho.

Imigração Japonesa

No Dia 18 de Junho, comemora-se no Brasil o Dia da Imigração Japonesa. A data foi oficialmente criada a partir da lei n° 11.142 do ano de 2005, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva1. O texto oficial elege essa data em homenagem à chegada do Kasato Maru, primeiro navio a transportar imigrantes japoneses ao Brasil.

Origem

O chamado “navio da esperança” atracou no porto de Santos no ano de 1908, trazendo a bordo 165 famílias, totalizando 781 imigrantes japoneses. Logo após sua chegada, foram direcionados a fazendas de café da região de Marília e Presidente Prudente. Com o passar dos anos, outros navios chegaram ao Brasil, somando cerca de 260 mil imigrantes a desembarcar no país. Atualmente, a descendência dessa comunidade conta com aproximadamente 1,2 milhão de pessoas2.

Os emigrantes deixaram o Japão após uma profunda reforma administrativa realizada naquele país pelo imperador Meiji, a partir de 1886. Um dos pontos centrais desse período foi romper com o isolamento de séculos entre Japão o Ocidente. Outros pontos foram a reforma agrária e a alteração da lei referente ao imposto sobre terras rurais. Outras medidas somaram-se a essas e provocaram uma situação crítica para a economia japonesa. A emigração, antes proibida, passou a ser aceita como possível solução para os problemas internos do Japão.

Ao mesmo tempo, o Brasil vivia as consequências da Lei Áurea, de 1888, que libertou os escravos. Essa mudança provocou uma crise entre os fazendeiros, que precisavam de mão-de-obra. A resposta veio em 1892, com a lei n° 97 assinada pelo então presidente Floriano Peixoto. No texto oficial, o presidente autoriza a entrada no Brasil de imigrantes japoneses e chineses e a celebração do Tratado de Comércio, Paz e Amizade com o Japão3. Esse foi o ponto de partida que permitiu a vinda dos asiáticos ao país.

O segundo grupo de imigrantes japoneses chegou ao Brasil em junho de 1910. Pouco mais de 900 pessoas vieram a bordo do Royojun Maru e seguiram para as fazendas da região de Mogi das Cruzes.

Os imigrantes japoneses decidiram deixar o Japão na esperança de um dia retornar ao seu país de origem. Isso porque a publicidade feita sobre o Brasil fazia referência a uma terra fértil, “um baú de tesouros”. Também foi prometido a eles a possibilidade de enriquecimento nas terras tropicais. Porém, a realidade encontrada foi muito diferente. Sendo levados às fazendas de café, foram obrigados a trabalhar nas tarefas antes conferidas aos escravos, em condições semelhantes. Conta-se que os fazendeiros não cumpriam o devido pagamento, as condições de vida eram precárias, sem contar a barreira cultural e de idioma. Pouco tempo após sua chegada, muitos deles deixaram as fazendas e foram tentar se reconstruir em outros lugares. Graças a seus esforços, muitos conseguiram, não sem dificuldades, a superar os obstáculos e a viver com dignidade na maior comunidade japonesa fora do Japão4.

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