Festa de Iemanjá 2017

Festa de Iemanjá 2009, Rio Vermelho, Salvador, Bahia
Turismo Bahia / CC-by-nc-sa
Foto: Adenilson Nunes/Agecom

Datas da Festa de Iemanjá

A Festa de Iemanjá está prevista para as seguintes datas:

  • quinta-feira 2 fevereiro 2017
  • sexta-feira 2 fevereiro 2018
  • sábado 2 fevereiro 2019

A data é fixa e será sempre celebrada no dia 2 de fevereiro.

Festa de Iemanjá

A Festa de Iemanjá faz parte das comemorações do calendário afro-brasileiro, sendo Iemanjá uma divindade de origem africana. Seu nome significa “mãe cujos filhos são peixes”. É considerada a deusa das águas, mãe de vários outros orixás. No Brasil, é conhecida ainda como Janaína, Iara, Sereia do Mar, Rainha do Mar, entre outros nomes1. Sua celebração acontece em diferentes datas, de acordo com o local de sua realização: dia 2 de fevereiro na Bahia, dia 2 de janeiro no Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro em Praia Grande (SP). Mas é em Salvador, na Bahia, que a celebração se destaca.

A festa no bairro do Rio Vermelho, na orla marítima de Salvador, é considerada a maior manifestação religiosa pública do candomblé no estado2, além de ser uma das mais bonitas e populares. A celebração de Iemanjá em Salvador chega a reunir cerca de 200 mil pessoas3, entre moradores e turistas. Esta é considerada também a mais antiga festa ao orixá já documentada, quando em 1896 já havia referências a ela4.

Porém, as festas para Iemanjá espalham-se por toda a costa brasileira principalmente durante o réveillon. Logo após a passagem do dia 31 de dezembro ao 1° de janeiro, devotos ou não do candomblé ou da umbanda costumam pular sete ondas fazendo pedidos de prosperidade a Iemanjá. Além disso, há o costume de jogar flores no mar durante todo o dia 31/12 e o 1° de janeiro, como forma de fazer pedidos e agradecimentos à divindade.

Origem

A celebração baiana tem origem em 1923, quando diante do fraco rendimento das pescas, um grupo de pescadores resolveu oferecer presentes à Iemanjá, padroeira dos pescadores5. Conta-se que a oferenda deu resultado e os peixes voltaram a aparecer. A partir de então, os pescadores passaram a presentear Iemanjá como forma de agradecer e pedir fartura na pesca6.

O culto a Iemanjá foi trazido ao Brasil no final do século XVIII até quase metade do século seguinte principalmente pelo povo iorubá, uma das maiores etnias do continente africano, concentrado especialmente na Nigéria. Na África, Iemanjá é uma divindade das águas doces e está associada à fertilidade das mulheres, à maternidade e principalmente ao processo de continuidade da vida. No Brasil, especialistas conta que Iemanjá, assim como outros orixás ligados à maternidade, caso de Oxum e Nanã, foi associada às sereias do paganismo europeu, às diferentes nominações de Nossa Senhora, e às iaras ameríndias (variante das sereias). Mesmo se considerada o orixá do mar, Iemanjá continua a ser saudada no candomblé com a expressão africana “odoiyá”, que significa “mãe do rio”. Além disso, no Brasil, à Iemanjá foram atribuídas duas características notórias: a de rainha que controla as marés, das quais depende a vida do pescador; e a de personagem sedutor, que atrai o pescador para amá-lo ou matá-lo7.

Os rituais festivos

A festa começa nas casas de candomblé, onde são preparadas algumas oferendas, inclusive a dos pescadores da Colônia do Rio Vermelho. Os festejos têm início logo após a meia-noite do dia 2 de fevereiro, quando são feitas as primeiras oferendas a Oxum, orixá das águas doces. Esse ritual é pouco visível para a população, sendo realizado apenas entre os pescadores. Em seguida, por volta das 5h da manhã, há uma queima de fogos anunciando a celebração de Iemanjá8.

Durante a celebração, os devotos, vestidos de branco e azul, cores de Iemanjá, levam suas oferendas como forma de agradecimento ou então para realizar pedidos ou promessas. As oferendas são de toda sorte: flores, perfumes, joias. Alguns entregam seus presentes pessoalmente, deixando-os na orla da praia, ou então preferem deixá-los na Casa do Peso, na Colônia de Pescadores, onde são distribuídos em diversos balaios. Os presentes podem ser deixados até 15h30, pois, a partir das 16h, pescadores dão início à procissão marítima. São aproximadamente 300 embarcações que levam os cerca de 700 balaios repletos de presentes para o alto-mar, ao som de atabaques (instrumento musical do candomblé, semelhante a um tambor) e fogos de artifício9. Os presentes são deixados a aproximadamente 6 km da costa, no ponto chamado Buraquinho de Iaiá. Dizem que, se os presentes afundam, a Rainha do Mar aceitou a oferenda, mas se permanecem na superfície ou voltam à orla, o presente foi recusado10.

Por causa da quantidade de objetos diversos oferecidos e levados ao mar, como espelhos, velas e até bonecas, ambientalistas começam a lançar alertas contra a poluição. Além de alguns objetos serem de difícil decomposição, muitos são ingeridos por animais marinhos, causando sua morte. Atualmente, são evitados presentes de plásticos e vidros, sendo privilegiados as flores e objetos feitos a partir de materiais naturais11.

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